Matérias sobre Telefonia Móvel

 

CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS NA MEDICINA
Por: José Felipe Júnior

Os campos eletromagnéticos podem provocar doenças ou, de acordo com a sua intensidade e freqüência, podem também curá-las.
Trabalhos indexados e de bom nível conseguiram demonstrar o aumento da prevalência de leucemia em crianças que moravam perto de cabos de alta tensão.
Outros mostraram aumento de linfomas e outros tipos de neoplasias malignas em adultos submetidos a campos eletromagnéticos gerados por: transformadores, estações de radar, fios de alta tensão. Não sabemos com certeza se as torres de retransmissão da telefonia celular pode provocar câncer, porém alguns pesquisadores têm demonstrado que elas podem provocar em algumas pessoas: mal-estar geral, dores de cabeça, nervosismo exagerado, insônia, depressão, angustia, diminuição da memória e da concentração, fraqueza, indisposição geral e vários sintomas que embora pequenos, são desagradáveis.

Por outro lado, vários aparelhos geradores de campo eletromagnético estão em uso com finalidade terapêutica e mostrando excelentes resultados.
O bioeletromagnetismo surgiu após a descoberta da indução eletromagnética por Michael Faraday, no final de 1700. Logo após vieram os famosos experimentos do físico e médico italiano Luigi Galvani, que mostrou em patas de sapo, a conecção entre eletricidade e contração muscular. Depois veio Alessandro Volta, outro físico italiano que interpreta os experimentos de Galvani de maneira diferente. São os eletrodos metálicos e não o tecido muscular o gerador de energia elétrica. Polêmica vigorosa e ferrenha entre os dois, para sabermos hoje em dia que ambos tinham sua parcela de razão: o músculo gera eletricidade (Galvani) e o metal também (pilha de Volta).
Desta época em diante, surgiram vários tipos de aparelhos para o diagnóstico e tratamento de doenças, iniciando-se com os geradores de eletricidade estática, passando-se para os de corrente elétrica alternada ou contínua e, finalmente, chegando àqueles que exploram a enorme gama de freqüências do espectro eletromagnético (EM).

Os aparelhos mais eficazes foram aqueles que se concentraram na porção não ionizante do espectro EM, particularmente a baixos níveis de energia. As aplicações médicas do bioeletromagnetismo não ionizante são classificadas em térmicas (produzem calor no tecido biológico) e não térmicas. As aplicações térmicas incluem a hipertermia por radiofreqüência (RF), a cirurgia a laser, a cirurgia por RF e a diatermia por RF.

 

Quadro 1 - Parâmetros que caracterizam os campos eletromagnéticos Quadro 2 - Principais aplicações médicas dos campos eletromagnéticos não ionizantes e não térmicos
1- Potência
2- Voltagem
3- Corrente
4- Freqüência
5- Fase
6- Pulsatil ou não pulsatil
7- Tipo de onda: sinusoidal, etc.
Acresce:
a- tempo de exposição
b- local da exposição
1- Câncer
2- Osteoartrite
3- Regeneração de tecidos
4- Cicatrização de feridas
5- Estimulação do sistema imune
6- Modulação neuro endócrina
7- Condições degenerativas associadas à idade
8- Não união de fraturas, osteonecrose
9- Dor intratável
10- Estados psico fisiológicos (epilepsia e dependência de drogas)
11- Paralisia cerebral ( redução da espasticidade)
12- Lesão da medula espinhal
13- Doença de Parkinson
14- Dificuldade de aprendizado
15- Estimulação nervosa
16- Infecções crônicas
17- Osteoporose
18- Pseudoartrose congênita
19- Aumento da síntese de neuro transmissores

 


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