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Radiestesia Ciências
Há quem interprete como piada a ação
dos personagens do desenho a vasculhar o terreno,
com uma varinha em forma de forquilha, em busca
de água e outras preciosidades
Fotos: Isabel Mojica
Quem procura, acha...
"Pateta"
ou o "Mickey" do desenho animado não
está de todo errado, quando, munido de
uma varinha em forma de forquilha, sai a campo
em busca de água, petróleo, minérios
etc. O desenhista está apenas reproduzindo
o ato científico denominado radiestesia,
do latim radius (raio, radiação)
e do grego aisthesis (sensação),
que significa sensibilidade às radiações,
praticada sabidamente desde a pré-história.
"Escavações realizadas nas
tumbas do Vale dos Reis, no Egito, comprovam a
existência de varinhas e pêndulos",
diz Sérgio Ricardo Areias, vice-presidente
da Associação Brasileira de Radiestesia
e Radiônica (Abrad).
Já os romanos, segundo
Areias, também vice-presidente para o Brasil
da União Científica Internacional
de Radiestesia (Ucir), preferiam o termo mais
antigo rabdomancia (palavra também derivada
do grego rhabdos, vara, e manteia, adivinhação).
O instrumento usado era uma vareta em forma de
forquilha, a qual denominavam também vírgula
divina. A Bíblia também faz alusões
ao uso de varetas, chamadas pelos hebreus de "Vara
de Jacó"; havendo também registros
entre hindus, persas, etruscos, polinésios,
gregos e gauleses. "Radiestesia, como a conhecemos,
trata-se de uma técnica que usa a sensibilidade
humana associada a instrumentos simples e metodologia
própria para análise e pesquisa
das radiações que influenciam de
alguma maneira os seres vivos", explica Areias.
A radiestesia, como é empregada nos dias
atuais, foi sistematizada no início do
século passado pelo Abade Aléxis
Mermet, autor de Comment j'opere, considerada
a bíblia dos radiestesistas, publicada
em 1935, pela Maison de la Radiesthésie.
Multiprofissional
O radiestesista decodifica as
informações obtidas em forma de
padrões energéticos. "Sua mente
perscruta o campo, colhe nele a informação
desejada e inconscientemente a decodifica, permitindo
que o cérebro, através de uma ação
neuromotora, movimente o instrumento radiestésico",
acrescenta Areias. Os pêndulos de diversos
materiais e formas costumam ser os instrumentos
mais utilizados, mas não estão descartados
a forquilha, o dual-rod e o aurameter. A forquilha,
uma haste flexível em forma de ípsilon,
que pode ser de madeira, aço ou cobre,
é usada em geral na prospecção
hidromineral. Dual-rod, duas varinhas, serve para
detectar fontes de energia e para conhecer a sua
polaridade, se positiva ou negativa, além
de precisar as condições energéticas
dos chakras e da aura. Já o aurameter é
um instrumento de precisão utilizado em
experiências científicas de radiestesia
na localização de ondas nocivas
e na investigação dos chakras e
da aura.
A técnica da radiestesia,
conforme Areias, além da prospecção
hidromineral, pode ser empregada também
na medicina, veterinária, homeopatia, na
geobiologia (estudo do solo e subsolo na influência
da vida) e nas pesquisas agrícola, arqueológica,
psicológica, química e nutricional.
Segundo ele, na área da saúde é
usada na pesquisa dos fatores exógenos
e endógenos que interferem nos processos
biológicos. Também na análise
do ambiente e das zonas geopatogênicas (de
radiações nocivas aos seres vivos
radioatividade, campos eletromagnéticos
do subsolo, fraturas tectônicas, água
subterrânea em movimento etc.) e suas relações
nos processos biológicos degenerativos
como o câncer.
"De acordo com a Teoria
da Relatividade de Albert Einstein, no universo
não existe matéria, tudo é
energia. A matéria é uma energia
cristalizada; tudo o que existe no universo é
constituído por átomos", diz
Manoela Valente, que há 17 anos trabalha
com radiestesia. O fato de estar calcada em ciência
(física) faz cair por terra a idéia
de que se trata de uma prática esotérica,
mística ou religiosa. "Somos imortais
porque a energia se transforma em matéria
e vice-versa. Na verdade, assemelhamo-nos a uma
esponja e absorvemos a energia que está
ao nosso redor. Trocamos constantemente energia
com o ambiente onde nos encontramos, por isso
é necessário saber se a nossa casa
é saudável, se tem energia boa",
justifica.
Trabalho a distância
Para
um campo eletromagnético estar em equilíbrio
é necessário que as polaridades
positiva e negativa também estejam equilibradas;
do contrário, fica-se aberto a doenças.
"Os radiestesistas franceses começaram
a notar que em certos locais onde existiam pacientes
doentes, o fato de trocá-los de lugar ou
mesmo a mudança de configuração
do ambiente proporcionava a melhora e até
a cura dessas pessoas. "A radiestesista enfatiza
que é possível identificar até
energias localizadas, originárias das mais
variadas situações, por exemplo,
de suicídio. "Essa energia permanece
no lugar; depois é emitida na forma de
ondas nocivas e acaba por afetar as pessoas que
posteriormente morem ali", esclarece.
Manoela garante que não
é preciso mudar de casa, quando se constata
a inadequação de energia do local.
Melhor seria a neutralização do
ambiente por meio da radiônica, ou seja,
da emissão de íons a distância
através de um testemunho, que pode ser
cabelo, foto, nome ou data de nascimento da pessoa.
"Eu uso a planta baixa da casa e acrescento
o nome da pessoa e a sua data de nascimento para
neutralizar os excessos", ensina. Como figuras
geométricas são as maiores captadoras
de energia cósmica, a radiestesia faz uso
de triângulos, círculos, losangos,
decágonos e octágonos. "Coloco
na planta o que for necessário; a pessoa
faz um quadrinho com vidro e pendura em uma parede
qualquer de sua casa. Tudo tem de ser exposto;
nada pode ser guardado em gaveta, porque aquele
objeto funcionará como captador energético",
frisa.
O radiestesista não precisa
estar presente ao local, da mesma forma que o
objeto ou a pessoa a ser analisada. Embora a técnica
possa ser aplicada para o equilíbrio do
que foi destacado, a princípio o tratamento
inicia-se na casa, pois, ela estando equilibrada,
a pessoa passa a trocar energia com a sua residência.
"Somente depois é trabalhado o campo
energético da pessoa; quando há
alguma energia intrusa, espiritual ou qualquer
outra para ser tratada no físico com cristais
e minerais", acrescenta.
Alta-tensão
Bem diferente da realidade norte-americana,
que limita as construções a 140
metros de distância das redes de alta-tensão,
no Brasil, a limitação é
de apenas 4 metros. Pesquisadores da Universidade
do Colorado concluíram que os índices
de mortalidade devido a câncer, como a leucemia,
são elevados em pessoas que vivem num raio
de 40 metros de uma rede de alta-tensão.
"O campo eletromagnético de uma torre,
seja de Internet, tevê ou celular, é
prejudicial para a saúde do homem. A pessoa
ouve vozes e barulhos imaginários, vê
vultos; pensa que está estressada, mas
é a energia de alta tensão que mexe
com a sua mente", explica.
Manoela comenta que outros casos
de câncer são causados pela energia
telúrica, ou seja, proveniente do subsolo,
originada nos lençóis freáticos,
matérias orgânicas em decomposição
e aterros patogênicos. "Na casa em
que há água subterrânea, as
pessoas ficam nervosas, existem brigas, desarmonia
e muitos casos de separação de casais",
observa. Como se não bastasse a ação
danosa dessas energias, as pessoas são
suscetíveis a energias negativas emanadas
consciente ou inconscientemente por outros indivíduos.
É importante destacar
que pensamentos negativos também desequilibram
a aura. "As leis divinas são as leis
físicas que o homem não pode mudar:
ação e reação, atração
e repulsão e sintonia vibratória.
Dentro de um campo eletromagnético, os
opostos se atraem; primeiro, para manter o equilíbrio,
e depois, se repelem para os semelhantes se atraírem.
O pensamento é energia; cria ou destrói.
Quando a pessoa ora, faz uma prece, não
existe um milagre; ela atinge um plano sutil.
Se ela pensou positivo, com amor e alegria, passa
a vibrar em uma faixa mais elevada e atrai para
si o que existe naquela sintonia, inclusive, o
conhecimento", finaliza Manoela. (M.A.)

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